quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Bar Saci: novo endreço, nova página eletrônica...

...

O BAR SACI está de mudanças.

Estamos instalados em uma nova sede e construindo nova página eletrônica. Assim, você terá mais informações, fotos reunidas, notícias e muito mais novidades.

Nossos novos endereços são:

http://barsaci.wordpress.com/

e

Rua Wanderlei, 702 - Perdizes


acesse a nova página do projeto e tenhas mais informações.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Bar Saci na II Feira de Saúde Mental e Ecosol - Embu das Artes




Nesse último domingo - 06 de dezembro - o Bar Saci participou da II Feira de Saúde Mental e Ecosol em Embu das Artes.


A trabalhadora do projeto Risonete esteve presente como fotógrafa oficial da II Feira e registrou momentos da nossa barraca.








quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Feira de Arte Solidária esse Sábado!!!




O BAR SACI estará na Feira de Arte Solidária esse sábado vendendo bebidas não-alcoólicas.



Compareça e fortaleça os espaços de economia solidária.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Marcha dos Usuários - Brasília 2009




O BAR SACI apoiou e compareceu à Marcha dos Usuários por uma Reforma Psiquiátrica Antimanicomial no dia 30 de setembro em Brasília. Marilia, Maycon, Claudinha e Éderson foram no ônibus da Rede de Saúde Mental e Economia Solidária.


Os trabalhadores Maycon, Claudinha e Éderson seguraram a faixa com o nosso logo durante toda a marcha da Esplanada dos Ministérios até a Praça dos Três Poderes.


Para conferir mais fotos do BAR SACI e dos companheiros marchistas da Rede é só acessar a página eletrônica: http://www.saudeecosol.wordpress.com/




domingo, 27 de setembro de 2009

...



O Bar Saci participou da Feira de Arte Solidária esse sábado (26/09) com Didous e Jandi a frente da barraca do projeto - vendendo bebidas não alcoólicas.

Claudinha ficou à frente da barraca da Rede de Saúde Mental e Economia Solidária vendendo os produtos dos projetos Tear, CECCO Bacuri, Carinho Feito à Mão e Rede Prosol.

sábado, 19 de setembro de 2009

Bar Saci em Ação - 26 de setembro de 2009





Você encontra o Bar Saci dia 26 de setembro ali na região de Pinheiros (sp) a partir das 9 horas.

Estaremos presentes com uma barraca do projeto, além de representarmos a Rede de Saúde Mental e Economia Solidária vendendo artesanato de diversos outros projetos. Compareça e venha se divertir.



sábado, 22 de agosto de 2009

BAR SACI nas Feiras pela Rede de Saúde Mental e Ecosol

Nos dias 20 e 21/08/09, ocorreu a Feira de Solidariedade, Cultura e Meio Ambiente, organizada pela Incubadora da FGV. Esta feira se caracteriza por ocupar espaços públicos e ocorre durante dois dias no mês, cada mês em um espaço público diferente. Em Agosto, a feira ocupou a Praça Clóvis, ao lado do Poupatempo Sé.
Foi a primeira ação do projeto BAR SACI como organizador da barraca da Rede Saúde Mental e Economia Solidária. Os projetos da Rede que participaram dessa feira foram: Carinho feito à mão, Marcenaria A Ponte, CECCO Bacuri e Projeto Tear. O BAR SACI entrou com a experiência em logística e vendas. Foi, portanto, o responsável em separar os produtos, etiquetá-los com suas características e preço, levá-los até o espaço da feira e comercializá-los durante os dois dias, ao final da feira recolher todos os produtos, fazer o balanço de vendas e devolver a cada projeto a quantia em valor do que foi vendido e os produtos não vendidos. Para tanto contamos com a boa disposição do Jandí e a irreverência do Didous na realização de todo o trabalho. Nas próximas contaremos com a força de outros trabalhadores do BARSACI! E fique atento, postaremos aqui antecipadamente a data da próxima feira. Visite-nos!

domingo, 2 de agosto de 2009

1º Oficina de "Drinks" do BAR SACI com o oficineiro José Ricardo





Nesse sábado (01 de agosto) demos continuidade a formação dos trabalhadores do projeto BAR SACI, organizando uma oficina de drinks com o trabalhador (e agora oficineiro) José Ricardo. Os outros trabalhadores do projeto puderam aprender e participar da confecção das bebidas oferecidas aos degustadores.


Os convidados provaram os drinks confeccionados e deram suas sugestões. Com isso o BAR SACI reformulará coletivamente seu cardápio de bebidas para melhor atender ao gosto do público. Agradecemos àqueles que participaram da oficina e contribuíram com o projeto.


Aguardem as próximas oficinas do SACI.


Para visualizar mais fotos é só clicar aqui: Álbum da Oficina de Drinks.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Oficinas

O BAR SACI está começando a programação de suas oficinas. Neste sábado, 01/08, acontecerá a "Oficina de Drinks" ministrada por José Ricardo, que além de apreciar o trabalho de bartender, é famoso por inventar sabores variados para seus drinks. A "Oficina de Drinks" contará com a presença de toda a equipe do BAR SACI e de convidados que irão avaliar o sabor das invenções do Zé, como é conhecido este bartender inventor. Serão apreciadas 15 bebidas diferentes, e as mais bem votadas receberão nomes personalizados e farão parte do cardápio SACI! Assim esses novos sabores podem chegar a todos, é só contratar o trabalho do BAR SACI!
Na semana que vem o blog vai trazer fotos da oficina, dos drinks, e a lista dos drinks escolhidos para o nosso cardápio. Aguardem!
A "Oficina de Drinks" será fechada para convidados, mas contamos com a presença de interessados para as próximas.

domingo, 24 de maio de 2009

...


* Foto de Camila Miranda


Cachacinha do SACI.

Cachaça Artesanal envelhecida em barril de carvalho. Direto da agricultura familiar de Nova Granada.

Mais um produto do nosso projeto. Você o encontra nos eventos que o BAR SACI está presente.





Aprecie.....

BAR SACI NO CENTRO CULTURAL RIO VERDE


VEJA O ÁLBUM DE FOTOS DO BAR SACI NUM EVENTO NO CENTRO CULTURAL RIO VERDE

quarta-feira, 13 de maio de 2009

BAR SACI NA I FEIRA DE SAÚDE MENTAL E ECONOMIA SOLIDÁRIA






I Feira de Saúde Mental e Economia Solidária


“A necessidade de inclusão de produção da vida material pelo trabalho é um aspecto fundamental das relações sociais e diz respeito aos direitos de cidadão dos usuários dos serviços de saúde mental” (Desafios para a desinstitucionalização: censo psicossocial dos moradores em hospitais psquiátricos do Estado de São Paulo. Secretaria Estadual de Sáude/SP).

No dia 23 de Maio (sábado), como parte da Semana da Luta Antimanicomial, a Rede de Saúde Mental e Economia Solidária do Estado de São Paulo irá realizar a I Feira de Saúde Mental e Economia Solidária.

A I Feira de Saúde Mental e ECOSOL tem como objetivo ser um espaço de sociabilidade, exposição e comercialização de produtos e serviços dos projetos de trabalho e renda e empreendimentos econômicos e solidários, dos trabalhadores e trabalhadoras, usuários da Rede de Saúde Mental do Estado de São Paulo. A I Feira contará com a comercialização de produtos de 25 projetos de trabalho e renda de diversas cidades do Estado de São Paulo.

A I Feira contará também com diversas apresentações culturais e a IV Parada do Orgulho Louco, visando um dialogo com o conjunto da sociedade para mostrar as potencialidades criativas e produtivas dos usuários da Rede de Saúde Mental.

Programação da I Feira de Saúde Mental e ECOSOL:
12:00 - concentração da IV Parada do Orgulho Louco na esquina da Dr. Arnaldo com a Teodoro Sampaio
13:00 - Chegada da Parada do Orgulho Louco na Feira - INÍCIO
13:00 às 13:30 - música (dj tiago)
13:30 - Ato de Lançamento da Moeda Social Qualquer e fechamento do Ato com o Cordão Bibitantã e entrega dos certificados do curso de multiplicadores em SM E ECOSOL
14:45 - música e microfone aberto
15:00 - Luis Groove (banda de jazz)
16:00 - DJ Nene
17:30 - dança cigana
18:00 - Ala loucos pela X
18:40 até o final - música (dj tiago)

Maiores Informações: http://saudeecosol.wordpress.com/
Apoios: Secretaria Estadual da Saúde, Conselho Regional de Psicologia, Associação Franco Basaglia, Associação Vida em Ação, Procurarte, EEUSP, Fórum Estadual de Economia Solidária.

Endereço: Rua Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 419 ( Escola de Enfermagem da USP - ao lado do Metrô Clínicas)

sábado, 9 de maio de 2009

BAR SACI ENDOSSA A CAMPANHA DA SEMANA DA LUTA ANTIMANICOMIAL DO ESTADO

Semana da Luta Antimanicomial: Saúde Mental um Direito de Todos!
A Semana da Luta Antimanicomial deste ano busca reforçar junto à sociedade o reconhecimento da Saúde Mental como um direito de todos!
O Sistema Único de Saúde é resultado de um grande processo de mobilização de amplos setores da sociedade civil. É por meio das conquistas feitas por essa luta que hoje podemos afirmar que a Saúde é um direito de todos os cidadãos e que o Estado Brasileiro tem o dever de garantir uma assistência territorializada, em rede, e efetivamente gerida por este.
São princípios do SUS o acesso universal público e gratuito às ações e serviços de saúde; a integralidade das ações, num conjunto articulado e contínuo em todos os níveis de complexidade do sistema; a eqüidade da oferta de serviços, sem preconceitos ou privilégios de qualquer espécie. A Rede Brasileira de Atenção à Saúde Mental é parte integrante deste Sistema, e, portanto, deve estar regulada e organizada em todo o território nacional, em suas ações e serviços de saúde, segundo seus princípios. A história da criação desta Rede, na área de Saúde Mental, também tem como base a mobilização da sociedade civil - familiares, usuários, profissionais organizados no Movimento brasileiro da Luta Antimanicomial.
Uma importante vitória desta luta foi a aprovação da Lei 10.216, propondo a extinção progressiva dos manicômios. Acompanhando esse processo, a Saúde Mental conquistou diversas políticas públicas, como a criação dos CAPS, o Programa de Volta para Casa e as Residências Terapêuticas só para citar alguns exemplos. Assim, foi se constituindo uma Rede de Atenção de base comunitária, substitutiva ao modelo hospitalocêntrico. Apear disso, o Censo Psicossocial do Estado de São Paulo, executado pela Secretaria do Estado de Saúde mapeou os moradores em hospitais psiquiátricos e apontou a existência de 6542 moradores (moradores são aqueles que vivem dentro da estrutura hospitalar há mais de dois anos), nesse sentido a Semana da Luta Antimanicomail reivindica: Por uma sociedade sem moradores em manicômios!
Infelizmente, essas conquistas do SUS e da Reforma Psiquiátrica, mesmo sendo referência internacional, vem sofrendo um conjunto de ataques dos setores que vêm a saúde não como um Direito inalienável do cidadão, mas sim, como um nicho de mercado. Um exemplo disso é a ampliação do em todo o país a gestão dos serviços públicos através de Organizações Sociais (O.S.). A Saúde é o campo onde mais intensamente as O.S.’s vem substituindo a gestão pública.
Quem acredita e luta por ações antimanicomias acredita que não se faz construção igualitária com a delegação da responsabilidade que é do Estado, para as Organizações Sociais, deliberando total autonomia para a prestação do serviço e saúde, podendo por em risco os princípios conquistados por meio das lutas populares.
Esse processo de terceirização das responsabilidades do setor público para o setor privado, vem causando, a quebra dos processos de implementação do SUS e da Reforma Psiquiátrica. Uma gestão não pautada pelas ações em Rede, pela co-responsabilidade, pela ampliação de serviços de inserção comunitária (educação, trabalho e habitação) e de caráter privado (diminuindo consideravelmente o controle social sobre recursos, procedimentos e prioridades do serviços) denuncia este risco.
As conquistas estão postas. Entretanto estamos falando da contínua luta, tanto na macro política, quanto nas ações cotidianas, de enfrentamento da cultura manicomial, excludente e que faz sofrer, e em defesa dos direitos que estão garantidos em lei e que precisam ser assimilados como imperativos pelas gestão pública, pelos serviços e pela população em geral.




* Texto produzido para os panfletos da Semana da Luta Antimanicomial que está sendo organizada por:
- CRP
- SINDICATO DOS PSICÓLOGOS
- SINDISAÚDE
-ASSOCIAÇÃO VIDA EM AÇÃO
-ABRASME
- FÓRUM DA LUTA ANTIMANICOMIAL
- REDE DE SAÚDE MENTAL E ECONOMIA SOLIDÁRIA

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Formatura da trabalhadora Claudia, em Curso de Formação Profissional



A trabalhadora Claúdia finalizou o Curso de Hospitalidade, promovida pela APAF. Aprofundando seus conhecimentos sobre atendimento ao público, bem como, acerca de apresentação e organização de cardápios de alimentos e bebidas.

O Bar Saci iniciou um processo de investimento em formação profissional, buscando qualificar seus trabalhadores. Buscando assim, agregar valor a suas atividades econômicas. Nesse processo de formação em Hospitalidade, a trabalhadora Claudia teve o acompanhamento terapeutico da psicóloga Camila Miranda.


Abaixo a matéria sobre o Curso, postado na página da APAF.
3º Curso de Hospitalidade - Novo formato
Esta foi a primeira turma cujas aulas foram ministradas na nova sede da APAF e iniciou-se com um módulo básico que teve como objetivo ampliar os horizontes das alunas. Foram realizadas visitas aos ambientes detrabalho, passeio no centro histórico da cidade,palestras com voluntários convidados, orientaçõesjurídicas e encaminhamento oftamológico. As aulas práticas aconteceram no Hotel parceiroSan Raphael e as vivências na Rede Golden Tulipe no San Raphael.

Tivemos um módulo optativo de “alimentos e bebidas” com a participação de 20 alunas. Trinta e seis alunas concluíram o curso e foram para a vivência prática. Mesmo antes do encer-ramento dessa etapa , uma das alunas passouna seleção do IBIS e foi admitida como camareira.Nos próximos meses encaminharemos as alunas formadas para a nossa rede de parceiros comoSoldier, Fran’s Café, IBIS, COOPERSED, alémdos Hotéis de Vivência (Rede Golden Tulip e San Raphael).

segunda-feira, 13 de abril de 2009

A FOLHA DE SÃO PAULO ATACANDO A REFORMA PSIQUIÁTRICA

*por Leonardo Pinho


A Folha de São Paulo, vem nos últimos tempos, publicando uma série de opiniões editorializadas que revelam sua face mais autoritária e contrária as conquistas dos direitos humanos e dos movimentos sociais no Brasil. Desvelando sua máscara progressista, que vinha tentando demonstrar para a opinião pública.

A Folha lançou uma campanha de calúnias ao MST, visando a criminalização dos movimentos sociais, depois veio a defesa da Ditadura Militar, afirmando que o Brasil teve uma ditadura mais branda, e cunhou o termo de DITABRANDA. É, para quem durante a ditadura fazia um jornal que era um panfleto da Ditadura (a Folha da Tarde), a mesma deve ter sido bem branda....

Agora, este domingo a Folha escalou o poeta Ferreira Gullar (um antigo membro do PC) para fazer um ataque CALUNIOSO E SEM CONTEÚDO contra o processo de Reforma Psiquiátrica que vem ocorrendo no Brasil. Lançando uma defesa apaixonada dos hospitais psiquiátricos. A matéria que segue abaixo foi publicado no Caderno Ilustrada, e tem um conteúdo tão triste que até comentar a mesma é muito difícil...

Contra a falta de argumentos e a desonestidade intelectual, de Gullar, o melhor caminho é mostrar os dados referentes as internações em Hospitais Psiquiátricos.

Os dados citados são do Censo Psicossocial dos Moradores em Hospitais Psiquiátricos do Estado de São Paulo (publicação oficial da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo):

"Desse modo, a Secretaria de Estado de Saúde concretiza uma das ações mais importantes para reparar a dívida histórica e social de uma população que merece ter de volta a sua cidadania e a sua liberdade" (Renilson Rehen de Souza - Secretário Adjunto de Saúde do Estado de São Paulo).

Atualmente existem 6349 pessoas internadas em Hospitais Psiquiátricos;
62,07% dos internados são analfabetos;
42, 21% dos internados possuía ausência total ou parcial de dentes;
77,21% tiveram internações involuntárias;
41,60% nunca trabalharam.

Os dados da pesquisa do Censo mostram sem sombra de dúvidas os resultados objetivos das internações em Hospitais Psiquiátricos, um processo de alijamento social e que causa a retirada de importantes aspectos que configuram a cidadania. As mesmas, só tem servido para criar um cidadão de segunda/terceira categoria, na qual os direitos mais fundamentais, lhes são retirados.

A demagogia de Gullar é tamanha que não leva em consideração a realidade das internações, pelo contrário, parte para acusações covardes e sem argumentos e dados da realidade. Visando única e exclusivamente atacar as conquistas do processo de desinstitucionalização brasileira, que vem pouco a pouco, superando a cultura manicomial e resgatando a cidadania plena dos usuários da Rede de Saúde Mental. Qual será o interesse escondido sobre esse ataque gratuito e tão lamentável?

Enfim, Gullar em vez do título Uma Lei Errada, seu texto deveria chamar: UM TEXTO ERRADO (TRISTE)!

BAR SACI se indigna com a matéria e mostra abaixo aos leitores esse infeliz texto de Gullar.

Uma Lei Errada

Ferreira GullarFOLHA DE S PAULO - 12 de Abril

Campanha contra a internação de doentes mentais é uma forma de demagogia
A CAMPANHA contra a internação de doentes mentais foi inspirada por um médico italiano de Bolonha. Lá resultou num desastre e, mesmo assim, insistiu-se em repeti-la aqui e o resultado foi exatamente o mesmo.
Isso começou por causa do uso intensivo de drogas a partir dos anos 70. Veio no bojo de uma rebelião contra a ordem social, que era definida como sinônimo de cerceamento da liberdade individual, repressão "burguesa" para defender os valores do capitalismo. A classe média, em geral, sempre aberta a ideias "avançadas" ou "libertárias", quase nunca se detém para examinar as questões, pesar os argumentos, confrontá-los com a realidade. Não, adere sem refletir. Havia, naquela época, um deputado petista que aderiu à proposta, passou a defendê-la e apresentou um projeto de lei no Congresso.
Certa vez, declarou a um jornal que "as famílias dos doentes mentais os internavam para se livrarem deles". E eu, que lidava com o problema de dois filhos nesse estado, disse a mim mesmo: "Esse sujeito é um cretino. Não sabe o que é conviver com pessoas esquizofrênicas, que muitas vezes ameaçam se matar ou matar alguém. Não imagina o quanto dói a um pai ter que internar um filho, para salvá-lo e salvar a família. Esse idiota tem a audácia de fingir que ama mais a meus filhos do que eu".
Esse tipo de campanha é uma forma de demagogia, como outra qualquer: funda-se em dados falsos ou falsificados e muitas vezes no desconhecimento do problema que dizem tentar resolver.
No caso das internações, lançavam mão da palavra "manicômio", já então fora de uso e que por si só carrega conotações negativas, numa época em que aquele tipo hospital não existia mais. Digo isso porque estive em muitos hospitais psiquiátricos, públicos e particulares, mas em nenhum deles havia cárceres ou "solitárias" para segregar o "doente furioso". Mas, para o êxito da campanha, era necessário levar a opinião pública a crer que a internação equivalia a jogar o doente num inferno.Até descobrirem os remédios psiquiátricos, que controlam a ansiedade e evitam o delírio, médicos e enfermeiros, de fato, não sabiam como lidar com um doente mental em surto, fora de controle.
Por isso o metiam em camisas de força ou o punham numa cela com grades até que se acalmasse. Outro procedimento era o choque elétrico, que surtia o efeito imediato de interromper o surto esquizofrênico, mas com consequências imprevisíveis para sua integridade mental. Com o tempo, porém, descobriu-se um modo de limitar a intensidade do choque elétrico e apenas usá-lo em casos extremos. Já os remédios neuroléticos não apresentam qualquer inconveniente e, aplicados na dosagem certa, possibilitam ao doente manter-se em estado normal.
Graças a essa medicação, as clínicas psiquiátricas perderam o caráter carcerário para se tornarem semelhantes a clínicas de repouso. A maioria das clínicas psiquiátricas particulares de hoje tem salas de jogos, de cinema, teatro, piscina e campo de esportes. Já os hospitais públicos, até bem pouco, se não dispunham do mesmo conforto, também ofereciam ao internado divertimento e lazer, além de ateliês para pintar, desenhar ou ocupar-se com trabalhos manuais.
Com os remédios à base de amplictil, como Haldol, o paciente não necessita de internações prolongadas. Em geral, a internação se torna necessária porque, em casa, por diversos motivos, o doente às vezes se nega a medicar-se, entra em surto e se torna uma ameaça ou um tormento para a família. Levado para a clínica e medicado, vai aos poucos recuperando o equilíbrio até estar em condições que lhe permitem voltar para o convívio familiar. No caso das famílias mais pobres, isso não é tão simples, já que saem todos para trabalhar e o doente fica sozinho em casa. Em alguns casos, deixa de tomar o remédio e volta ao estado delirante. Não há alternativa senão interná-lo. Pois bem, aquela campanha, que visava salvar os doentes de "repressão burguesa", resultou numa lei que praticamente acabou com os hospitais psiquiátricos, mantidos pelo governo.
Em seu lugar, instituiu-se o tratamento ambulatorial (hospital-dia), que só resulta para os casos menos graves, enquanto os mais graves, que necessitam de internação, não têm quem os atenda. As famílias de posses continuam a por seus doentes em clínicas particulares, enquanto as pobres não têm onde interná-los. Os doentes terminam nas ruas como mendigos, dormindo sob viadutos.É hora de revogar essa lei idiota que provocou tamanho desastre.

terça-feira, 24 de março de 2009

Os frutos....

Atualmente, José Ricardo, trabalhador do BAR SACI, além de trabalhar nos eventos promovidos pelo projeto fazendo seus deliciosos drinks também trabalha no MAM como auxiliar de produção de ateliê.

Veja a matéria na Gazeta Mercantil sobre a inserção do José Ricardo no museu.......

Matéria Escrita

domingo, 22 de março de 2009

BAR SACI servindo a pausa para o café do Curso de SM e ECOSOL




Fotos do Curso de SM e ECOSOL promovido pela Rede.



terça-feira, 10 de março de 2009

HOMENAGEM ÀS MULHERES POR GIL MATUTO



OSASCO, 08/03/09


Hoje é domingo
não é forno e fogão
Elas
anônima, anarquistas, solidárias,
querem marcar mais um dia
luta armada,
determinada,
vai para o salão de beleza num toque
para se reproduzir
para encontrar a beleza,
competir com seu par.
No alto escalão, na multinacional, na cultura em geral
Ela é apaixonada, frentista, cientista, educadora,
filha, irmã mãe, sacristia, budista, frentista, bombeira, motorista,
corretora, secretária executiva, psicóloga, bóia fria.
72% delas sabem da existência da Lei Maria da Penha
os grandes companheiros trazem tristeza e alegria
Clementina de Jesus, Anita Garibaldi,
as sem terrinhas, bem armadas, bem amadas!


BAR SACI TAMBÉM É CULTURA!!!!!!

quarta-feira, 4 de março de 2009

Aula inaugural do Curso de SM e ECOSOL será aberta a todas (os)

O curso de "Saúde Mental e Economia Solidária" promovido pela Rede de Saúde Mental e ECOSOL visa capacitar agentes multiplicadores da saúde mental e economia solidária, a partir de um processo combinado de leituras, exposição com especialistas e principalmente através de dinâmicas e processos coletivos de reflexão. Os futuros multiplicadores estão, em sua maioria, já inseridos nos projetos de geração de trabalho e renda que são formados pelos coletivos da saúde mental: técnicos, gestores e usuários.

O processo formativo formará educadores sociais que multiplicarão conhecimentos e tecnologias sociais junto aos projetos de geração de trabalho e renda e empreendimentos econômicos solidários da Grande São Paulo, uma perspectiva teórica e prática emergente e inovadora no campo da saúde mental e da reforma psiquiátrica brasileira.

Este Curso concebe cada participante como sujeito do processo multiplicador de saberes e rejeita identificá-lo como mero receptor de um modelo pronto, assim, constituir-se-á como encontro grupal, um espaço vivo de debates, para pensar e repensar a prática, criar e recriar conhecimentos, ver e rever pressupostos, descobrir e socializar desafios e perspectivas do trabalho voltado para visão integradora do ser humano como ser social.

A primeira aula desse curso terá o tema da relação histórica do trabalho com a loucura, a
Reforma Psiquiátrica brasileira e o encontro entre SM e ECOSOL como pauta de discussão e será ministrada pela Prof. Dr. Fernanda Nicácio. Esse aula inaugural será aberta a todos os interessados e ocorrerá na EEUSP a partir das 9 horas nesse sábado dia 07 de março.

É importante destacar que todo o curso foi organizado pelos projetos de geração de trabalho e renda da saúde mental: a pausa para o café será produzida pela Padaria Artesanal do CAPS Perdizes e pelo O Bar Bibi Tantã e servida pelo BAR SACI e o material impresso será feito pelo Projeto TEAR.

Todos os interessados são bem vindos!

A EEUSP fica à Rua Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 419 (ao lado do metrô clínicas).

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

BAR SACI EM AÇÃO




CERVEJA GELADA SÓ NOS BARES DO BAR SACI.


COMPAREÇA!!!!